O ataque do grupo terrorista
Hamas a 22 cidades israelenses, incluindo a capital Tel Aviv,
deixou pelo menos 500 mortos neste sábado (7). Entre os mais de 14 mil
brasileiros que vivem em Israel, segundo a estimativa do Itamaraty, estão os
mineiros Daniela Rozenbaum, 29 anos, e Daniel Rodrigues, de 36 anos.
Os dois estão em Tel Aviv e
contaram à Itatiaia como está a situação na capital israelense.
Daniel Rodrigues é atleta paralímpico e estava no país, junto com outros dois
atletas brasileiros, para disputar um campeonato de tênis, que conta pontos na
corrida para garantir uma vaga na Palimpíada de Paris 2024. "Estamos no
aeroporto aqui, acredito que estamos seguros agora", contou.
O atleta compartilhou os
momentos de tensão vividos neste sábado. "A pouco tempo mandaram a gente
sair correndo para um abrigo antiaéreo, deixar bagagens e tudo. Foi um corre,
corre danado. Deu muito medo, pois imaginávamos que estavam invadindo o
aeroporto", relatou.
Ministério
do Esporte pediu auxílio para atletas brasileiros deixarem Israel
A situação dos atletas está
sendo acompanhada de perto pelo ministro do Esporte, André Fufuca. Em nota, o
ministério informou que entrou em contato com o Itamaraty para solicitar apoio para os
três atletas paralímpicos que estão no país em meio ao conflito.
"Fufuca solicitou todo
o empenho da embaixada em providenciar a devida segurança aos três tenistas em
cadeira de rodas: Daniel Rodrigues, Leandro Pena e Ymanitu Silva, além de apoio
para o regresso desses atletas ao Brasil", informou o Ministério do
Esporte.
"Um
míssil caiu a cinco quarteirões da minha casa"
A mineira Daniela Rozenbaum,
de 29 anos, mora há dois anos em Israel. Ela conta que acordou às 6h30 com as
sirenes de alerta, o que indicava que mísseis estavam caindo próximos à sua
casa. "Já foram atirados mais de três mil mísseis, um deles caiu há cinco
quarteirões de onde eu moro. Eu tive que sair correndo para um lugar seguro",
relata.
Segundo Daniela, quando a
sirene toca, a população deve se esconder em um abrigo. "Os prédios mais
novos já tem um quarto construído para esse tipo de situação, mas o meu não
tem. Em vários lugares da cidade tem os bunkers públicos também. Mas o mais
próximo da minha casa fica há cinco minutos, o que não dá tempo. Quando a
sirene toca temos 40 segundos para nos abrigar. Então, eu fico no meio do
prédio, na escada. É o momento que eu encontro com todos os vizinhos",
conta.
Sinere
tocou cinco vezes neste sábado
Somente neste sábado, a
sirene já tocou cinco vezes no prédio da brasileira. Questionada sobre a
segurança da escada, Daniela diz: "É o que tem. É o menos perigoso".
Para garantir a segurança, a mineira não sai de casa. "A gente não está saindo
na rua. Não é seguro. Está tudo fechado, você só escuta barulho de ambulância e
carro de polícia", afirma.
Ela, que vive sozinha em
Israel, conta que está apreensiva pelos próximos dias. "Eu estou muito
apreensiva sobre todas as pessoas desaparecidas, incluindo os dois brasileiros. Tem muita gente jovem
desaparecida por conta da rave que estava acontecendo e que eles (os
terroristas) invadiram. Eu também estou muito apreensiva porque a gente não
sabe quantos terroristas entraram, quantos foram pegos e nem o que vai
acontecer nos próximos dias", desabafa.
Fonte: Rádio Itatiaia