
(Foto: Ecovias do Cerrado/Divulgação)
A concessionária Ecovias do
Cerrado e a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) iniciaram em
julho um modelo de fiscalização eletrônica de evasões de pedágio ao longo
das BRs 364 e 365, entre Jataí (GO) e Uberlândia.
O sistema, que automatiza a
emissão de multas a motoristas flagrados cometendo a infração, funciona por
meio de um mecanismo integrado e compartilhado entre a empresa e o órgão
fiscalizador, dispensando a presença policial para atuação em flagrante.
Ao ser detectada uma evasão
em uma das sete praças de pedágio da concessionária, as imagens e os dados
do veículo são repassados diretamente à ANTT, responsável por elaborar e enviar
a multa ao motorista.
Segundo o gerente de
Atendimento ao Usuário da Ecovias do Cerrado, Bruno Araújo Silva, o novo
modelo aprimora a fiscalização da rodovia e amplia a segurança viária.
“Na medida em que é
dispensada a presença de uma autoridade policial para o flagrante e autuação do
infrator, a fiscalização passa a ser 24 horas por dia. Isso ajuda na responsabilização
dos infratores recorrentes que transitam pelas praças acima dos limites
permitidos ou próximos demais dos outros veículos, colocando em risco tanto os
colaboradores do pedágio, quanto os demais usuários da via”, afirma.
Impactos
da evasão
Uma vez que o usuário deixa
de pagar a tarifa, todo o sistema de rodovias é prejudicado. Um exemplo
disso é o menor repasse de verbas aos municípios ao longo da rodovia, que
recebem recursos do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN) aplicado
sobre a arrecadação dos pedágios.
Esses valores, repassados
mensalmente aos cofres municipais, podem ser aplicados em qualquer área de
interesse no município, como saúde, educação, infraestrutura, esporte e lazer.
A infração de evasão de
pedágio é considerada grave pelo artigo 209 do Código de Trânsito Brasileiro
(CTB), que prevê aplicação de multa de R$ 195,23 e cinco pontos na
Carteira Nacional de Habilitação.
Fonte: G1