Brasil
Publicada em 24/05/23 às 18:29h
João Pinheiro: Mãe de bebê internado com as pernas quebradas revela que outro filho do casal foi morto asfixiado pelo pai com travesseiro

Boa Nova FM

 (Foto: TV Integração/Reprodução)

Os pais da bebê de menos de dois meses que foi hospitalizada com as pernas e a clavícula quebradas em João Pinheiro, no Noroeste de Minas, foram presos preventivamente e indiciados pelas agressões à criança nesta quarta-feira (24). Em depoimento, a mãe afirmou que o homem matou outro filho do casal em 2022.

Em entrevista coletiva, o delegado que investiga o caso, Danniel Pedro, afirmou que o pai optou por permanecer em silêncio no depoimento prestado à Polícia Civil. Já a mãe da bebê detalhou o ocorrido, afirmou que foi impedida de procurar o hospital pelo companheiro e disse ainda que ele matou outro filho do casal, com menos de dois meses, asfixiado com um travesseiro. Esse primeiro crime ocorreu em 2022 e é investigado.

"Ele foi indiciado por ameaça e violência doméstica contra a mãe, e tentativa de homicídio qualificado por motivos cruéis, sendo que a pena pode ultrapassar 10 anos de prisão. Ambos também vão responder pelo crime de maus-tratos qualificados por lesões graves e por se tratar de pessoas com menos de 14 anos", afirmou o delegado.

Pai jogou bebê no chão e impediu que a mãe chamasse a PM

Sobre o crime registrado nesta semana, a mãe da criança disse à Polícia Civil que, na última sexta-feira (19), a criança teve uma crise de cólicas e começou a chorar. Segundo ela, o companheiro ficou bastante alterado, bateu na criança e jogou ela no chão algumas vezes.

"Diante disso, a mãe queria chamar a polícia, mas o pai ameaçou a mãe de morte e disse que , se chamasse a polícia, mataria ela também", disse Danniel Pedro.

Após agredir a bebê, ele manteve mãe e filha dentro da casa da família durante todo o fim de semana e só deixou o local para trabalhar na manhã de segunda-feira (22), quando a mulher conseguiu levar a criança para o hospital.

"Os médicos constataram as duas pernas quebradas, quase precisando ser amputadas. Além disso, havia machucados na região do rosto e do nariz, além de lesões na região cervical e dificuldade de movimentar o pescoço", acrescentou.

O delegado informou que o casal tem diversos registros de violência doméstica e que a mulher se sentia amedrontada por ele. O homem será denunciado pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) pela Lei Maria da Penha.

Bebê foi transferida para Patos de Minas

Em entrevista ao site Sputnik na última segunda-feira (22), o tenente Marcos da Polícia Militar afirmou que, ao dar entrada no hospital, a mãe disse que as lesões teriam sido provocadas por um acidente com um carrinho. Segundo ela, o meio de transporte teria destravado sozinho e prensado as pernas da filha.

Porém, os médicos desconfiaram da versão, porque o bebê apresentava outros machucados além da fratura nas pernas, como escoriações no rosto. Uma radiografia também constatou que as lesões eram incompatíveis com o relato da mãe e foram provocadas por golpes de grande impacto e força.

Ao ser confrontada pela Polícia Militar, a mulher mudou a versão e disse que a criança estava com o pai quando começou a chorar e, aos militares, não soube dizer o que ele fez com ela.

Por conta da gravidade das lesões, a bebê precisou ser transferido para o Hospital Regional Antônio Dias, em Patos de Minas. O delegado Danniel Pedro informou que ela foi submetida a uma cirurgia e passa bem.

Outra morte de bebê é investigada

Ainda no depoimento à Polícia Civil, a mulher disse que, no ano passado, o companheiro já havia matado outro filho do casal, também com menos de dois meses de idade. Segundo ela, na época, o casal alegou que a morte ocorreu por causas naturais.

"Eles chamaram a polícia depois de duas horas e disseram que estavam em estado de choque. Agora, a mãe contou que foi o pai amarrou a mãe e sufocou a criança até a morte", detalhou.

Ainda conforme o delegado, essa morte já era investigada pela Polícia Civil e o laudo da perícia corrobora que o bebê pode ter morrido por asfixia mecânica.

"Nossa linha de investigação mudou, e agora vamos apurar se a mãe também teve participação por ter se omitido das agressões. Se for constatado que ela também participou, ela poderá ser indiciada", concluiu.

Fonte: G1




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