
(Foto: Reprodução)
O governo Romeu
Zema (Novo) recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) para derrubar os índices
adicionais de reajuste à Educação, à Saúde e à Segurança Pública. A ação foi
impetrada, nessa segunda-feira (18), pela Advocacia-Geral do Estado (AGE), com
pedido de medida cautelar, ou seja, para antecipar os efeitos de uma decisão
antes do julgamento do mérito. O relator será o ministro Luís Roberto
Barroso.
A ação direta de inconstitucionalidade pede a impugnação dos
artigos 10 e 11 da lei promulgada pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais
(ALMG) nessa segunda. Os dispositivos versam justamente sobre os índices extras
de reajuste para as categorias além dos 10,06% propostos por Zema. Ao passo que
os trabalhadores da Educação foram contemplados com 33,24%, a Saúde e da
Segurança tiveram 14%. As três categorias seriam beneficiadas com retroação a
1º de janeiro.
Além disso, a
ação também pretende derrubar o pagamento do Auxílio Social aos servidores
aposentados e pensionistas da Segurança. O benefício estende o abono fardamento
aos servidores inativos, já que o auxílio, já existente e reformulado por Zema,
contempla apenas servidores ativos
O Palácio Tiradentes já
havia informado, na mesma segunda, que recorreria à Justiça contra a concessão
dos percentuais diferenciados de reajuste salarial. “Em
respeito à responsabilidade fiscal e à legalidade, o governo reforça que não
tem previsão orçamentária para arcar com os gastos extras indicados pelos
artigos 10 e 11 do texto, que criam uma despesa adicional de R$ 9 bilhões ao
estado, sem indicar a fonte de recursos pagadora”, justificou, em nota, o
governo.
Matéria em atualização
Fonte: Jornal O Tempo