A Polícia Militar levou cinco pessoas para a
delegacia na tarde dessa quinta-feira (19) após ameaças entre familiares devido
a um fato nada comum. Um homem de 35 anos acusou o genro de 19 anos de ter
comprado a virgindade da filha de 13 anos pelo valor de R$3 mil. O jovem
nega o ocorrido. No entanto, a garota confirmou para os policiais ter mantido
relação sexual pela primeira vez com o cunhado pelo dinheiro, o que
configuraria, de acordo com o Código Penal, estupro de vulnerável.
O fato
aconteceu na Rua Artur Magalhães, Bairro Nova Floresta. De acordo com
informações da Polícia Militar, a guarnição policial fazia patrulhamento pelo
local quando foi acionada pelo pai da menina relatando que estava acontecendo
um atrito verbal com o genro de 19 anos. Ele alegou que o jovem que é casado
com a filha mais velha teria tirado a virgindade da menina há cerca de um ano,
quando a garota tinha apenas 12 anos.
O pai
teria descoberto tudo há cerca de 2 meses e só não teria denunciado antes
porque a outra filha estava grávida de gêmeos e temia pela vida das crianças.
Segundo a Polícia Militar, naquela data, o pai acabou pressionando o genro e um
amigo dele de 15 anos os quais confessaram ter mantido relações sexuais com a
garota.
A
história contada pelo genro é diferente. Ele diz que na época dos fatos teria
sentido falta dos R$3 mil e que chegou a pressionar a menina para saber sobre o
dinheiro, mas ela negou veementemente. Dias após, ele relatou que ela teria
comprado um celular de alto valor. O jovem diz que só teria confessado ao pai
dela a relação sexual porque temia pela vida, já que havia sido ameaçado e
agredido. Ele diz que foi o amigo de 15 anos quem teria tirado a virgindade da
garota.
A
filha mais velha corroborou a versão do esposo dizendo que a irmã mais nova
estava muito custosa tendo conversas com diversos jovens nas redes sociais de
cunho afetivo. No entanto, a menor, em conversa com os policiais, voltou a
confirmar que havia vendido a virgindade para o cunhado em troca dos R$3
mil. Ela também confirmou que havia mantido relação sexual com o amigo dele de
15 anos.
Durante o registro, houve ameaças mútuas entre o jovem de
19 anos, o irmão dele de 17 anos, o garoto de 15 anos e os pais da garota de 35
e 33 anos. Eles foram levados para a delegacia para as demais providências. O
caso será repassado para a autoridade policial competente que tomará as demais
providências. De acordo com o Artigo 217-A do Código Penal Brasileiro, aquele
que tem conjunção carnal ou pratica outro ato libidinoso com menor de 14 anos
pode ser condenado a uma pena que varia de 8 a 15 anos de reclusão. Por
envolver menores de idade, os nomes não foram divulgados.
Fonte: Patos Hoje