
(Foto: Internet)
O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG),
por meio da Coordenadoria do Patrimônio Público do Noroeste de Minas
Gerais e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado
(Gaeco) deflagrou na manhã de sexta-feira, 26 de outubro, com o apoio
da Polícia Militar, a Operação Deuteronômio, para cumprir dez mandados
de busca e apreensão, arresto e sequestro de bens expedidos pelo Juízo
da Vara Criminal da comarca de Paracatu. Foram realizadas buscas nas
cidades de Paracatu e Belo Horizonte.
Em Paracatu houve buscas
na Câmara de Vereadores e em outros nove pontos. O presidente do
legislativo municipal foi preso por porte ilegal de munições de arma de
fogo. Foram apreendidos 16 celulares, equipamentos de informática,
munições, três veículos, R$ 10.700 em espécie, folhas de cheques que
somam o valor de 1.660,00, diversos documentos e cartões bancários. A
operação contou com a participação de 35 Policiais Militares, 17
viaturas e quatro promotores de Justiça.
As investigações
referem-se à apuração de fraude à licitação para serviços de comunicação
e publicidade da Câmara Municipal de Paracatu que culminou na
contratação de uma empresa de Belo Horizonte a fim de arrecadar recursos
para promoção pessoal e outros benefícios para o presidente da casa.
Também é apurada a utilização do Instituto de Cidadania do Noroeste de
Minas Gerais (Icinom) para promover obras e desviar dinheiro e bens
públicos.
Entenda o caso
O Ministério Público de Minas Gerais apurou que vereadores,
assessores e empresários se organizaram com o objetivo de utilizar a
Câmara Municipal para interesses próprios. Foi constatada fraude na
licitação realizada para a publicidade e comunicação da Câmara e que os
valores utilizados para a divulgação da Câmara, na verdade, retornariam
para o próprio presidente da casa a fim de viabilizar sua promoção
pessoal.
Segundo consta dos autos a Câmara de Vereadores realizou
licitação para comunicação no valor aproximado de R$ 500.000 e teve
como vencedora uma empresa de Belo Horizonte. Para que a empresa
ganhasse, o processo licitatório foi fraudado, prejudicando a outra
empresa concorrente. Até o momento, foram pagos pelo poder público R$
311.580,92 entre os meses de março e agosto de 2018 à empresa.
Além
disso, o MPMG também apurou a ocorrência de desvios de função na Câmara
de Vereadores de Paracatu, havendo indícios de que os valores pagos a
mais aos funcionários retornam para os próprios vereadores e que o
Icinom é usado para a prática de atos de improbidade administrativa.
FONTE: MPMG