Brasil
Publicada em 08/04/26 às 08:29h
Filho é suspeito de matar o assassino da mãe 10 anos após a morte dela em MG

Boa Nova FM

 (Foto: Corpo de Bombeiros )
Marcos Antônio da Silva Neto, de 19 anos, é suspeito de matar Rafael Garcia Pedroso, de 31, condenado pelo assassinato de sua mãe, dez anos após o crime, em Frutal, no Triângulo Mineiro. Rafael foi baleado com cinco tiros em frente à Unidade Básica de Saúde (UBS) Carlos Alberto Vieira, no bairro Novo Horizonte, em 31 de março. O suspeito está foragido.

De acordo com o Boletim de Ocorrência registrado pela Polícia Militar (PM), Marcos monitorava Rafael desde que ele deixou a Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (Apac) no dia 15 de janeiro. Rafael cumpria pena na Apac pela morte da mãe do suspeito com 20 facadas em 2016.

No dia 31 de março, Rafael estava em frente à unidade de saúde quando foi surpreendido por Marcos, que disparou várias vezes em suas costas. A vítima aguardava a esposa ser atendida no local.
De acordo com a Polícia Civil, Marcos é procurado desde o dia do crime, e já foi solicitado à Justiça um mandado de prisão temporária contra ele.

Em nota, o advogado do suspeito, José Rodrigo de Almeida, disse que o cliente pretendia se apresentar espontaneamente à Polícia Civil. No entanto, isso não aconteceu porque, segundo ele, a corporação informou que a apresentação do investigado precisava ser combinada antes e comunicada oficialmente à delegacia responsável pela investigação.

O g1 questionou a Polícia Civil sobre o procedimento adotado no caso. A corporação explicou que, nessas situações, não basta o investigado decidir se apresentar por conta própria. É preciso combinar previamente com a delegacia, para que tudo ocorra de forma organizada e sem prejudicar as investigações.

A Polícia Civil também reforçou que a apresentação espontânea não impede uma eventual prisão, caso haja motivos legais. Por isso, mesmo com a intenção de se entregar, é necessário seguir os procedimentos e alinhar a apresentação com a polícia.

Além disso, o órgão destacou que o caso já está em estágio avançado de investigação. A reportagem voltou a questionar a Polícia Civil se o mandado de prisão contra o investigado já foi concedido pela Justiça de Frutal e aguarda retorno.

Fonte: G1 



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