Brasil
Publicada em 19/08/19 às 13:15h
Correntistas ignoram pacote essencial e pagam taxas a bancos sem necessidade

Boa Nova FM


Para ter uma conta em banco, o brasileiro paga uma tarifa mensal que lhe dá acesso a um determinado pacote de serviços. Porém, a maioria não utiliza tudo o que está incluso na cesta. Segundo pesquisa do aplicativo de educação financeira Guiabolso, 99% dos clientes economizariam se trocassem suas cestas bancárias atuais pelo chamado pacote essencial gratuito e pagassem separadamente por operações avulsas.

A conta de serviços essenciais foi regulamentada pelo Banco Central em 2008. Por lei, todo banco deve oferecer a clientes a opção de uma conta corrente sem qualquer custo que inclui cartão de débito e segunda via, dez folhas de cheques por mês e a compensação de cheques, quatro saques, dois extratos, duas transferências entre contas na própria instituição por mês e consultas pela internet. A modalidade poupança prevê dois saques, duas transferências para contas de depósito de mesma titularidade e dois extratos dos 30 dias anteriores.

O consultor financeiro Carlos Eduardo Costa aconselha o usuários a ter cuidado com os pacotes tarifários bancários e ficar atento se está pagando por algo que não está utilizando ou se excede na utilização dos caminhos oferecidos pelos bancos e acaba pagando mais tarifas do que deve.

“Muitas vezes eu posso ter contratado um pacote que está aquém da minha necessidade, eu acabo usando mais transferências do que o meu pacote permite, qual a consequência disso? Vou ter que pagar adicionais pelo que eu estou usando a mais e obviamente que fora do pacote cada transferência vai ter um valor muito maior, é importante ficar atento a isso”.

Caso o pacote não esteja atendendo à necessidade, a pessoa deve buscar um pacote mais adequado ou retirar e acrescentar serviços. Também é preciso ficar atento ao longo do mês às diversas tarifas que o banco cobra.

“Muitas vezes, nos serviços acabam sendo descontados pequenos valores, então a pessoa pensa que R$ 2 não faz diferença, mas quando você soma o número do mês e depois novamente multiplica pelo ano, aquele valor vai ser considerado”, diz o consultor.

Como alternativa, o Carlos Eduardo cita os bancos digitais e cooperativas. “As cooperativas são mais antigas e elas por uma característica especial não são instituições que visam o lucro; os bancos digitais chegaram ao mercado inclusive trazendo como diferencial competitivo a ausência de tarifas”.



Fonte: Rádio Itatiaia 


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