Brasil
Publicada em 04/02/19 às 08:23h
Kinross diz que “é fiscalizada por órgãos federais e atende requisitos legais”

Boa Nova FM


Depois de duas tragédias consecutivas com barragens no Estado, a preocupação com a segurança desse tipo de construção aumentou muito nos municípios mineiros, em especial onde os empreendimentos, minas e barragens são próximas às cidades.
Em Paracatu, a mineradora Kinross tem feito um trabalho de aproximação com a comunidade, recebendo autoridades, líderes comunitários, imprensa e a comunidade em geral para visitas guiadas, palestras e entrevistas que buscam esclarecer e tranquilizar a comunidade, mas que ainda deixa muitas dúvidas.
Durante uma destas visitas, questionado sobre a “garantia” de estabilidade nas barragens da mina de Paracatu, Leonardo Padula, Gerente de Barragens da Kinross afirmou que:
“A garantia que a empresa dá é baseada num conjunto de procedimentos e processos de projetos, construção, monitoramento e atendimento a requisitos legais, que nos dão condições de demonstrar a condição estável das nossas barragens. Uma barragem não rompe de repente. Nós temos equipes treinadas, dedicadas, preparadas exclusivamente para cuidar das barragens e esse conjuntos de processos aliado as auditorias e fiscalização de órgãos estaduais e federais nos permite garantir a condição estável das estruturadas de nossas barragens.” Garantiu.
Nossa reportagem esteve em uma destas visitas e constatou que a barragem de Santo Antônio, construída em 1987, não recebe mais rejeitos, contudo é considerada ativa, pois funciona como uma espécie de caixa d’água de passagem para as operações da empresas, conforme nos explicou o Engenheiro Alessandro Lucioli Nepomuceno. “Os procedimentos de monitoramento e fiscalização são os mesmos da barragem Eustáquio, construída em 2010,” complementou.
Conforme nossa reportagem já havia adiantado, os métodos de construção das duas barragens (métodos alteamento a jusante e por linha de centro) são diferentes do método utilizado na construção das barragens de Mariana e Brumadinho (alteamento pelo método a montante).
Após o rompimento da barragem em Mariana, em 2015, a empresa começou a executar planos de ação de emergência com treinamento e simulados com as comunidades vizinhas.
Segundo a empresa, há duas sirenes fixas instaladas em cada barragem, outras quatro móveis, instaladas em caminhonetes, além de outras dez sirenes que estão sendo instaladas em povoados e comunidades rurais que podem ser afetados.
Ainda de acordo com a Kinross, o monitoramento das barragens é feito também através de instrumentos que são monitorados com frequência e inspeções quinzenais realizadas por equipes especializadas que vão a campo observar as estruturas. 
Todos os dados são reportados as agências reguladoras. A última fiscalização foi no final de 2018. Segundo Gilberto Azevedo, Gerente Geral da Kinross, tanto a FEAM (órgão fiscalizador estadual) quanto a DNPM (órgão fiscalizador federal) estiveram mais de uma vez no último ano na Kinross.
Durante a visita, os responsáveis pela empresa ainda afirmaram que apesar da proximidade das barragens de rejeito da cidade, caso haja o rompimento, o rejeito não atingirá a cidade, isso porque, as barragens estão em direção oposta a área urbana. Quatro comunidades sofreriam diretamente com o rompimento da barragem, sendo: Santa Rita, Lagoa de Santo Antônio, Machadinho e Cunha.
A barragem Santo Antônio (que não recebe rejeitos desde 2015) tem 399 milhões de metros cúbicos. Já a de Eustáquio, faz o armazenamento dos resíduos da mineração e água, foi construída em 2010 e hoje está com 148 milhões de metros cúbicos, o que confirma um volume 11 vezes maior do que a de Brumadinho.
Sobre as explosões e o impacto nas barragens
De acordo com o gerente de segurança da barragem, Leonardo Padula, as explosões apontadas pelos moradores são utilizadas para o desmonte da rocha, não afetam a estrutura das barragens. “-A estrutura já foi construída para suportar esse tipo de evento. Os níveis das explosões estão dentro das normas e das melhores práticas de engenharia”, garantiu o gerente.
Sobre Plano de Fechamento das Barragens
Por duas vezes perguntamos sobre o Plano de Fechamento das barragens, mas a empresa não informou sobre os procedimentos adotados após o final das operações ou que já estariam sendo implementados, uma vez que parte das atividades em uma das barragens já se encerrou.
 
A próxima visitação da comunidade nas barragens será no dia 06 de Fevereiro e os interessados devem enviar e-mail para casa.kinross@kinross.com


Fonte: Paracatu.net




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