Brasil
Publicada em 29/01/19 às 19:35h
'Havia meios de se evitar a tragédia', diz juíza que mandou prender 5 que atestaram segurança em Brumadinho
Prisões ocorreram em Minas e São Paulo por suspeita de responsabilidade na tragédia.

Boa Nova FM


A juíza que decretou a prisão de cinco suspeitos de responsabilidade no rompimento da barragem da Vale em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, disse que “havia meios de se evitar a tragédia”. A afirmação está no mandado de prisão cumprido pela polícia na manhã desta terça-feira (29), em Minas Gerais e São Paulo.

O mar de lama que varreu a cidade na sexta (25) matou ao menos 65 pessoas e deixou outras 288 desaparecidas, segundo o último balanço da Defesa Civil.

Foram presos temporariamente, por 30 dias:

·         André Yassuda – engenheiro da TÜV SÜD, que prestava serviço para Vale, preso em SP;

·         Makoto Namba – engenheiro da TÜV SÜD, que prestava serviço para Vale, preso em SP;

·         Cesar Augusto Paulino Grandchamp - geólogo da Vale, preso em MG;

·         Ricardo de Oliveira - gerente de Meio Ambiente Corredor Sudeste da Vale, preso em MG;

·         Rodrigo Artur Gomes de Melo - gerente executivo do Complexo Paraopeba da Vale, preso em MG.

Os cinco foram levados para a Penitenciária Nelson Hungria, na região metropolitana de BH.

A juíza Perla Saliba Brito afirma que o geólogo Grandchamp e os engenheiros Yassuda e Namba "subscreveram recentes declarações de estabilidade das barragens” da Vale, “informando que tais estruturas se encontravam em consonância com as normas de segurança, o que a tragédia demonstrou ser inverídico”.

Sobre os gerentes da Vale detidos, Oliveira e Melo, a magistrada diz que ambos “são diretamente responsáveis pelo regular licenciamento e funcionamento das estruturas das barragens, incumbindo-lhes o efetivo monitoramento das barragens que se romperam”.

Para a juíza, as prisões são necessárias porque há indícios de autoria ou participação dos cinco em crimes ambientais, de falsidade ideológica e homicídios. Outro objetivo, segundo ela, é ajudar os investigadores a descobrirem se há vínculos entre eles, bem como definir a responsabilidade de cada um na tragédia.

A magistrada também determinou a apreensão dos celulares dos presos, já que neles pode haver “documentos relacionados ao licenciamento e à operação do complexo minerário, bem como porque a maioria das conversas mantidas atualmente se dá mediante aplicativos de redes sociais”.

“Aliás, convém salientar que especialistas afirmam que há sensores capazes de captar, com antecedência, sinais do rompimento, através da umidade do solo, medindo de diferentes profundidades o conteúdo volumétrico de água no terreno e permitindo aos técnicos avaliar a pressão extra provocada pelo peso líquido”, acrescenta Perla no mandado.


Por G1 




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