Brasil
Publicada em 05/12/18 às 18:15h
LAGOA GRANDE:Fiscalização aponta que água utilizada em hospital de Lagoa Grande é contaminada
Ação de fiscalização ocorreu em diversos locais; em uma unidade de saúde de João Pinheiro, a cor da água estava alterada.

Boa Nova FM


 (Foto: Ilustrativa)

Uma ação de Fiscalização Preventiva Integrada (FPI) foi realizada em hospitais, escolas, creches e pontos de saída da água em estações de tratamento de cidades do Noroeste de Minas entre 25 e 30 de novembro. O intuito era analisar a qualidade da água fornecida nos locais públicos.

O órgão informou nesta terça-feira (4) que inconformidades foram encontradas em hospitais de João Pinheiro e Lagoa Grande. As amostras coletadas foram examinadas em uma unidade móvel de apoio ao Controle da Qualidade da Água.

A FPI conta com integrantes de equipes da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), Ministério Público Federal (MPF), Ibama, Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Semad), entre outros.

Lagoa Grande

As equipes da Funasa constataram a presença de coliformes fecais na água utilizada pelo Hospital Municipal de Lagoa Grande. De acordo com a FPI, o hospital utiliza água retirada de um poço tubular, apesar de existir rede de distribuição de água nas imediações.

A presença de coliformes fecais indica que, no momento em que a coleta ocorreu, a água do hospital estava contaminada por bactérias e/ou vírus que podem causar doenças como febre tifóide, gastroenterite viral e bacteriana e hepatite A.

"O resultado da análise feita pela equipe da Funasa preocupou-nos, porque a presença de coliformes fecais sinaliza um risco potencial para a saúde das pessoas expostas a essa água", explicou o promotor de Justiça Daniel Piovanelli, um dos coordenadores da FPI em Minas Gerais.

O resultado das análises será encaminhado à Promotoria de Justiça da Comarca de Presidente Olegário, órgão que poderá tomar providências sobre o caso. O FPI não informou quais as medidas poderão ser tomadas e a Promotoria da Comarca de Presidente Olegário não atendeu as ligações do G1 nesta terça-feira.

Através de nota, a secretaria de Saúde de Lagoa Grande disse que são realizadas análises periódicas a cada seis meses, sendo a última realizada em 10 de maio de 2018 e que os resultados eram compatíveis com as normas exigidas pelo Núcleo de Vigilância Sanitária Estadual. O órgão emitiu em agosto o alvará sanitário da unidade de saúde.

A secretaria afirma que não foi comunicada ou notificada do resultado da fiscalização realizada. Entretanto determinou a imediata suspensão da captação de água do poço tubular, utilizando a água fornecida pela concessionária pública.

Foi determinado também que sejam realizadas coletas em diversos pontos da rede interna do hospital e do poço tubular para determinar se a água está própria para consumo conforme a legislação vigente.

João Pinheiro

Em João Pinheiro, a água do Hospital Municipal Antônio Carneiro Valadares apresentou cor aparente de 20 Unidades Hazen - parâmetro que mede a coloração da água. O limite padrão é de 15 Unidades Hazen, conforme portaria nº 5 de 3/10/2017, do Ministério da Saúde.

"Cor aparente está relacionada com a presença de substâncias dissolvidas na água, resultando no grau de coloração da mesma. Já turbidez é a característica que comprova a presença de partículas em suspensão, resultando em um aspecto turvo", explicou a técnica em química da Funasa, Cleusa Batista Gomes, responsável pela análise das amostras durante a FPI.

O relatório de inconformidade será encaminhado para a administração municipal de João Pinheiro.

O diretor do hospital, Erivelton José da Silva, explicou ao G1 que o local não foi notificado sobre nenhuma inconformidade. Ele disse ainda que a unidade segue todas as normas na vigilância sanitária e que está à disposição dos órgãos de fiscalização.

 Por G1 Triâgulo Mineiro




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